ACEESP

Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo

Login de Associados


ENTREVISTAS



Celso Cardoso

Celso Cardoso, comentarista e apresentador da TV Gazeta


1) Como você iniciou sua carreira no jornalismo esportivo? Era seu objetivo desde o começo ou pensava em atuar em outro segmento da profissão?
Não, não era meu objetivo principal. Trabalhava na Rádio Capital como repórter de geral e na Antena Um, como locutor, na área musical. Sempre gostei da área cultural, especialmente música, cinema... Mas também gostava de esporte, só não imaginava que trabalharia nessa área.

2) Você é um profissional versátil, que atua como apresentador, comentarista, narrador....dessas atividades qual prefere exercer?

Sinceramente, não sei te responder. Adoro todas essas funções. Narrar, comentar, apresentar... Acho perfeito quando posso exercê-las ao mesmo tempo. (Estou brincando!) Talvez a narração leve uma pequena vantagem sobre as outras duas. Mas o importante mesmo é estar pronto pra exercer qualquer uma dessas funções. Terei prazer em qualquer uma delas.


3) Trabalhar numa emissora menos voltada para os indíces de audiência é mais fácil, ou a pressão existe em qualquer lugar?
A preocupação com audiência também existe aqui. Mas a pressão por grandes números não é como em outros lugares. E isso, claro, facilita o trabalho com qualidade, com independência.

4) O que voê gostaria de realizar como cronista esportivo que ainda não conseguiu?
Cobrir uma Copa do Mundo! Ainda não tive a oportunidade. Também gostaria de voltar a narrar eventos ao vivo. Em 17 anos de TV Gazeta já tive a oportunidade de narrar jogos em transmissões ao vivo da Copa São Paulo, Campeonato Paulista e da Liga Nacional de Volei. Gosto da adrenalina, do "ao vivo".

5) Todo jornalista tem um time de futebol. Você revela o seu, ou acredita que isso deve ser preservado?
Prefiro preservá-lo. Infelizmente no Brasil não existe maturidade suficiente por parte dos torcedores e até mesmo por parte de profissionais do futebol pra perceber que embora tenha um time do coração, o jornalista pode fazer seu trabalho com isenção. Tenho o reconhecimento e o respeito dos torcedores nas ruas, nos estádios. Mas não sei se seria tratado da mesma forma caso revelasse meu time.

6) O que você pensa sobre a presença do merchandising no jornalismo esportivo.... é fundamental ou dispensável?
É uma tendência irreversível na TV aberta e nas rádios.


7) Cite para nós alguns jornalistas que você se espelha ou admira.
Admiro muitos colegas de profissão. No esporte gosto muito do Mauro Betting, Paulo Calçade, Alex Escobar, Tino Marcos... José Silvério, como narrador no rádio é insuperável. Fora do esporte sempre gostei da Neide Duarte, Ernesto Paglia e Marcos Uchôa. Sobre espelhar-me, ainda adolescente já acompanhava William Bonner no começo da carreira, na TV Bandeirantes. Observava com atenção e certa admiração a entonação nos finais das frases. Foi uma referência muito importante antes de eu prestar jornalismo e trabalhar na área. Como narrador, Luciano do Vale também foi uma forte referência para mim.

8) Que avaliação você faz da atuação da imprensa esportiva paulista?
Fico satisfeito com o quê leio, assisto, ouço... Lamento apenas o dia-a-dia da reportagem - me refiro à midia impressa e internet - ter perdido boa parte da experiência dos grandes nomes nas ruas, nos clubes. Não que eu não veja com bons olhos a chance que se dá aos novos talentos. Mas acho um grande erro não mesclar a experiência com a juventude. Estagiários não devem ocupar o lugar de um grande profissional e sim aprender com ele.

9) Do que você mais gosta e menos gosta nos programas esportivos.
Gosto da análise consistente e não curto a polêmica pela polêmica, só pra fazer barulho. A notícia existe ou não existe. Acho erro reinventá-la.

10) O jornalista esportivo ainda é visto com certo preconceito por outras áreas, ou isso está superado?
O preconceito existe em todos os setores da sociedade, inclusive no jornalismo. Mas cabe ao próprio jornalista esportivo exigir o respeito que merece. Nunca tive problemas com isso, o quê não significa que esse preconceito não exista mais.

11) Atuar em outros segmentos do jornalismo, forma melhores profissionais na área esportiva, ou não há relação nisso?
Creio que sim! Sem falar que abre ainda mais suas chances no mercado. Se no futebol um atleta polivalente tem maiores possibilidades, o mesmo vale para o jornalista. Além do mais, o esporte tem relação com outras áreas e perceber essas ligações pode enriquecer ainda mais a cobertura esportiva. Questões culturais, sociais e esporte se inter-relacionam com frequência.

12) Gostaria que você deixasse um recado, ou um conselho para aqueles que já estão ou que pretendem seguir a carreira no jornalismo esportivo
Isenção sempre, custe o quê custar!


Veja outras entrevistas




Parceiros:
   

ACEESP - Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo - Fundada em 08/12/1941
Av. Paulista, 807 – 9º andar – Conjunto 904 São Paulo (SP)CEP 01311-100 - Fones: (11)3251-2420 / (11)3289-8409

É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site e dos textos disponíveis, seja através de mídia eletrônica, impressa, ou qualquer outra forma de distribuição. Os infratores serão indiciados e punidos com base na lei nº 9.610 de 19/02/1998.