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ENTREVISTAS



Éder Luiz

Entrevistas - Éder Luiz


Abaixo a entrevista com o o narrador Éder Luiz - Rádio Transamérica e TV Record

1) Como iniciou a sua carreira e sempre sonhou trabalhar no rádio?
Sempre fui um apaixonado por rádio. Era um sonho trabalhar nessa mídia encantadora.
Entrei no rádio aos 13 anos, como auxiliar técnico. Após um ano, tive a grande chance de estrear como locutor esportivo, na Difusora de Santa Cruz, narrando um jogo do campeonato amador da região.
Aos 17 anos, fui para Marília, onde atuei pelas rádios: Verinha de Marília, Clube e Itaipu.
Em 1983, cheguei à capital paulista para trabalhar na Rádio Bandeirantes AM, onde permaneci até 1994. Ali, transmiti as Copas de 86, 90 e 94, os Jogos Olímpicos de Los Angeles, Seul e Barcelona. Além disso, transmiti mais de 170 GPs de Fórmula I, na época do auge do esporte no Brasil, alcançado pelas vitórias de Ayrton Senna.
Em 1995, montei a minha própria equipe esportiva na Rádio Capital AM.
Dois anos depois, inaugurei, na Band, uma nova linguagem no radialismo esportivo, ao levar a cobertura dos jogos para a FM.
Em 2000, levei toda a equipe para a Transamérica FM, onde estou até hoje. Muito feliz e satisfeito com o resultado.

2) Quais as maiores diificuldades que encontrou?
Em todas as carreiras existem muitas dificuldades. No rádio e no jornalismo não é diferente. Temos que literalmente matar um leão por dia. Eu comecei no interior. Sabia que a grande mídia estava na capital paulista. Fui galgando meu espaço, sempre com muita luta. Aos pouquinhos você vai transpondo os obstáculos e alcança aquilo que um dia sonhou, mas não é nada fácil.
 
3) Em que momento decidiu deixar o AM para liderar uma equipe no FM?
Foi em 1997. Queria criar algo novo. Sai da Rádio Capital e criei minha equipe na BAND FM. Era uma nova idéia que surgia. Transmissões de futebol numa FM. Maior qualidade de som, criatividade, muita emoção e humor faziam parte daquela nova proposta totalmente inovadora, que alcançou altos índices de audiência. Lá, transmiti a Copa do Mundo de 98.

 5) Quais as maiores diferenças entre as duas freqüências? 
Acredito que a qualidade de som é a principal diferença. O público que escuta uma FM também é completamente diferente daquele que ouve uma AM. Acredito que a linguagem mais dinâmica que implantei na FM tem mais a ver com um público jovem. São algumas das diferenças. Em tudo o que fazemos na vida é necessário ter um diferencial para crescermos cada vez mais e nos destacar.

6) A adaptação em televisão foi difícil ou logo se sentiu a vontade?  
Sempre existe uma adaptação, mas de cara me senti muito bem narrando na televisão também. Hoje transmito grandes partidas na Rede Record e tenho um retorno muito satisfatório dos telespectadores. Novamente acredito que é uma nova linguagem que está sendo implantada. Estou levando o dinamismo e a emoção do rádio para a televisão. Emoção com belas imagens, uma mistura perfeita que vem sendo um sucesso.

7) Quais os planos para a seqüência da sua carreira?
Não fico pensando muito a longo prazo. Estou muito feliz com o que temos hoje na Transamérica. Viramos referência na transmissão esportiva. Temos reunida a melhor equipe de comentarista, repórteres e mesmo narradores. Estou também me dedicando muito as narrações na Record, é algo que faço com muito amor também e gosto muito. Meu mais novo projeto que vem dando muito certo também é o portal 10 do futebol (www.10dofutebol.com.br). A internet era uma mídia que eu ainda não explorava e agora estamos com uma estrutura muito legal. O Portal vem crescendo em audiência e se tornará referência em pouco tempo. Temos uma equipe de colunistas muito forte, repórteres excelentes e muitas notícias exclusivas.

8) Qual a maior vantagem e a desvantagem de ser chefe de uma equipe?
Ser chefe de uma equipe é uma responsabilidade muito grande, pois além de organizar muitos profissionais e administrar estilos diferentes, você tem que cuidar de outras áreas, como a comercial e a administrativa, entre outras. Mas sempre gostei muito dessas responsabilidades, obviamente não faço tudo sozinho. Existe uma equipe altamente qualificada que me dá o suporte em toda a administração. É muito bom você ter um projeto em mente e conseguir executá-lo, talvez esteja ai um dos lados saborosos de comandar uma equipe.
 
9) O que você mais gosta e do que você menos gosta no jornalismo esportivo da atualidade?
Eu gosto do jornalismo bem feito, dinâmico, com bom humor e muita informação. Gosto do jornalismo no qual o público entenda, goste e fale a mesma língua. Não gosto de sensacionalismo pela informação. Mas respeito todas, não existe uma fórmula certa, apenas são formas de encarar o jornalismo.
 
10) Quem você apontaria como os melhores narradores da atualidade?
Existem grandes narradores atualmente. Não gosto de apontar um apenas, pois certamente serei muito injusto. Faltará sempre alguém. Na própria Transamérica existem grandes narradores, em outros veículos não é diferente. Temos ótimos talentos, tanto no rádio como na televisão. E fico muito feliz de ser apontado como um dos melhores. Não é fácil se destacar com tantas cobras ai juntas, reflexo de muito trabalho.

11) Gostaria que você mandasse o recado para aqueles que pretendem seguir carreira e acompanham o seu trabalho como narrador esportivo
Em primeiro lugar acho que todos devem correr atrás do seu sonho. Após saber o que realmente quer é hora de arregaçar as mangas e ir para luta. Como já disse serão muitos os obstáculos, mas ter perseverança é fundamental. É importante estudar, se atualizar e treinar muito, para estar pronto quando aparecer uma oportunidade. Acho que esses são os principais ingredientes. Sucesso a todos.


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