Carille e Jornalismo: respeito, o melhor caminho!

Alguns verbos não devem ser conjugados por quem abraça o exercício do bom Jornalismo. Entre eles estão agradar e bajular. Também entra nesta lista, em destaque, o verbo mentir. Errar é um verbo contra o qual todo bom jornalista luta, sabendo que nem sempre vai ganhar. A mentira é um adversário traiçoeiro da profissão.

O Jornalismo dedicado à cobertura do esporte, em especial do futebol, sempre foi vítima de grande preconceito no Brasil. Preconceito vindo da própria profissão, dos colegas de outras editorias, o chamado fogo amigo. Assim como o profissional do futebol, seja ele atleta, treinador, dirigente, preparador físico enfrentou e enfrenta muitos preconceitos no dia-a-dia da sociedade brasileira.

Vivemos tempos difíceis, de intolerância. O confronto não é, nunca, o melhor caminho. O debate honesto, aberto e franco ajuda a pavimentar o caminho das boas relações.

Em qualquer ramo de atividade existem e sempre existirão profissionais mais capacitados e sérios e outros nem tanto. A generalização em nada contribui na busca pela elevação do nível geral de uma categoria.

A ACEESP sempre pregou o diálogo e o bom relacionamento. Em inúmeros casos, a Associação não fugiu ao seu dever de buscar o consenso e melhorar as condições de trabalho para a categoria na cobertura diária de um assunto de enorme interesse para o público: o futebol. Jamais deixamos de reconhecer nossos equívocos.

Repudiamos a primeira manifestação do treinador do Corinthians, Fábio Carille, quando generalizou afirmando que “a maior parte da imprensa mente”. Mas louvamos e admiramos sua grandeza e hombridade de vir a público e reconhecer seu erro, inclusive citando a nota emitida pela ACEESP e a reflexão por ela provocada.

Não há caminho melhor que o do entendimento, o do respeito e das boas relações. O bom Futebol e o bom Jornalismo agradecem.

A Diretoria

Leia na íntegra a nota emitida nesta terça-feira pelo técnico Fábio Carille:

“No último domingo, concedi entrevista coletiva após o empate com o Sport, em Recife, e expus alguns pontos que haviam me incomodado com relação à postura da imprensa ao noticiar uma possível proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelo meu trabalho.

Na coletiva, eu disse que grande parte da imprensa mente. Li, sim, mentiras a meu respeito. Uma parte da imprensa errou, sim, nesta última semana. Não foi a maioria, porém. Então, exagerei ao generalizar em meu comentário. Por isso, peço desculpas.

Recebi a nota de repúdio emitida pela Aceesp e respeito as colocações da entidade. Sempre respeitei o trabalho da imprensa e fiz questão de tratar os jornalistas da melhor forma possível. Como já me manifestei com relação aos meus incômodos neste caso, e os jornalistas, por meio de sua associação, fizeram o mesmo, encaro essa questão como encerrada.”