Mulheres alcançam espaço nos negócios do futebol

O mercado da bola tem atraído cada vez mais mulheres. A atuação acontece dentro e fora do campo, em funções como jogadoras, executivas, jornalistas, agentes ou outras tantas ligadas ao esporte. Porém, ainda é cedo para comemorar. As mulheres ocupam apenas 1,8% de cargos de comando dentro da administração dos clubes brasileiros da Série A.

Para se ter uma ideia, atualmente existe somente uma mulher presidente de um time no Brasil: Myrian Fortura, comandante do Tupi (MG). E, segundo a doutora em Ciências Sociais Regina Martins, levará ao menos 500 anos para chegarmos à igualdade de oportunidades no mercado de trabalho do futebol. A afirmação vem da tese “Mulheres executivas: ascensão e obstáculos nas organizações”, escrita por ela.

A participação das mulheres no futebol será um dos temas que será debatido no CONAFUT, mais importante congresso do mercado brasileiro de futebol, que será realizado em São Paulo (SP) na próxima semana. Entre as convidadas estão Mônica Esperidião, sócia-fundadora da Women Experience Sports, e Vanessa Brandão, diretora de marketing da Heineken.

A importância da profissionalização

Com as dificuldades tradicionais impostas às mulheres que desejam fazer carreira no futebol, se especializar é mais que uma obrigação. As universidades estrangeiras oferecem uma série de cursos, como graduação e MBA, que não existem no Brasil. A gradeUP, empresa paranaense com atuação nacional, é uma das patrocinadoras do evento. Ela trabalha com orientação e preparação de estudantes e profissionais interessados em programas acadêmicos em universidades no exterior, incluindo especializações totalmente dedicadas ao mundo dos negócios do futebol.

De acordo o diretor da gradeUP, Leonardo Trench, essas universidades estrangeiras também querem aumentar o ingresso de mulheres nos seus quadros de alunos. “Temos o exemplo da University of Liverpool e a Birkbeck College, instituições britânicas representadas no Brasil pela gradeUP, que oferecem bolsas parciais de estudo nos seus cursos de negócios do futebol exclusivamente para o público feminino”, conta.