ACEESP - Associação dos Cronistas Esportivos

OBRIGADO, MÃO SANTA. FICA O MITO

* Jornalista Juarez Araújo

Oscar Daniel Bezerra Schmidt, ou o Mão Santa, cujo apelido foi criado por mim em uma época de ouro do nosso basquete. Oscar nasceu para ser grande, ser jogador de basquete, grande ídolo ótimo filho, pai e esposo da querida e inseparável Cris, a qual a conheceu quando ainda era juvenil no Palmeiras e se casaram em 1981, e tiveram dois filhos: Felipe e Stephanie.

Há anos o nosso maior cestinha vinha lutando contra o seu pior adversário: um câncer no cérebro. Fez duas cirurgias, chegou a ficar bem, mas teve recaída há poucos meses e não se levantou mais. Sua passagem na terra aconteceu nesta sexta-feira (17)

Convive muitas emoções no basquete o acompanhando pela Seleção Brasileira. Tive a felicidade de lançar o apelido de Mão Santa e, junto com ele e Carioquinha, criar o nome da jogada de Ponte Área, jogada que ele recebia o passe de Carioquinha e enterrava como poucos. Isso aconteceu no Novotel de São José dos Campos, na véspera da final do Sul-Americano de 1983.

Estou triste, mas ao mesmo tempo realizado de ter participado um pouco na vida desse ídolo. Ajudei na captação de dados do Brasil no seu Livro editado na Itália, na época em que ainda jogava pelo Indesit Caserta.

Um dos grandes sonhos do ala brasileiro era ver uma Liga Nacional forte, competitiva e auto-sustentável. Criou a Nossa Liga de Basquete, que depois virou a Liga Nacional, hoje NBB, de sucesso e com 20 clubes disputando.

Não veremos mais em pessoa Oscar Schmidt, mas os seus feitos, suas conquistas e o mito ficarão para sempre. Vá em Paz, Mão Santa. Sem esse talento-nato, a Mão, mesmo que bem treinada, jamais seria Santa.